Origem dos micróbios Louis Pasteur

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Origem dos micróbios

Até ao século XVI os cientistas pensavam que os seres mais pequenos tinham origem em matéria morta ou apodrecida. Por exemplo, era vulgar nessa altura admitir-se que os ratos surgiam de matéria morta ou de lixo e as moscas surgiam de carne podre.

Até essa data pensava-se que estes seres vivos não eram resultado da reprodução mas geravam-se da matéria em decomposição – teoria da geração espontânea.

Durante o século XVII alguns cientistas questionaram esta teoria, tendo realizado experiências cujos resultados não a apoiavam.
A descoberta do microscópio, por Leeuwenhoek, foi um passo gigantesco para a resolução desta questão, já que deu a conhecer a existência de muitos seres vivos até aí completamente desconhecidos.

Mas apenas Louis Pasteur conseguiu definitivamente provar que só vida origina vida. Louis Pasteur, biólogo e cientista francês, nascido em 1822, começou por trabalhar e fazer experiências com leveduras e rapidamente se revelou, na Academia de Ciências Francesa, com os seus trabalhos, tentando destronar a teoria da geração espontânea. Apesar de ter ficado parcialmente paralisado aos 30 anos, entre 1860 e 1864 realizou várias experiências, utilizando balões “com pescoço de cisne”, provando que os micróbios nunca apareceriam num meio de cultura desde que este se mantivesse esterilizado e isolado do ambiente (pasteurização).

As formas de vida que “apareciam espontaneamente” eram devidas à contaminação através dos micróbios que existiam no ambiente e que, por serem de tamanho muito reduzido, não eram visíveis antes da descoberta do microscópio.

Em 1865, a Academia apoiou as suas teorias. Desde 1870 Pasteur estudou várias bactérias patogénicas, descobrindo, em 1886, a vacina contra a raiva. Os seus trabalhos foram coroados em 1888 com a criação do Instituto Pasteur, que ainda hoje existe, prosseguindo a obra que o cientista iniciou.